Angola,

Sons & Sensações
Social e Etnológico

Ao Som de Angola

A música é sem dúvida uma das mais importantes expressões culturais do povo angolano e os seus acordes já conquistaram o mundo servindo de influência a novos autores, a novos géneros e ritmos. Luanda viu nascer o famoso kuduro e diversos outros estilos como Adoço (mistura de kuduro e house), merengue, kazukuta, kilapanda e o tão tradicional e harmonioso semba.

Na ilha ao largo da costa de Luanda, nasceu a rebita, um estilo que tem por base o acordeão e a harmónica. Nas décadas de 1950 e 1960 organizavam-se em Angola festas que tinham a designação de “kizombadas”, onde se dançavam muitos estilos tipicamente angolanos, como o merengue angolano, o semba e a maringa e o caduque .

A designação e origem da kizomba é exactamente dessas farras e conhece hoje uma repercussão muito além fronteiras.

 

Património Social e Etnológico

Se há continente cuja ancestralidade marca a história antes da própria história existir é o africano. Considerado como o berço da humanidade, África encerra os maiores tesouros naturais e onde hoje é o território do estado angolano, foi o lar da população do Paleolítico Superior, como mostram numerosos vestígios desses povos recolectores, em numerosas pinturas rupestres que se espalham ao longo do território.

A cultura angolana bebe a sua história das etnias que a constituíram desde há séculos - principalmente os Ovimbundu, Ambundu, Bakongo, Côkwe e Ovambo.

Depois de uma fase de estruturação dos grupos étnicos, formaram-se reinos, que teriam começado a ficar autónomos por volta do século XIII e por volta de 1400, surgiu o Reino do Kongo, o mais poderoso dos reinos e que deve o seu nome ao povo Kongo que vivia e vive até agora, nas margens do Rio Kongo.

Mais tarde uma parte deste reino autonomizou-se a sul, estabelecendo o Reino do Ndongo.

Uma influência que deixa um legado forte na cultura angolana é a portuguesa, cuja presença se tornou constante desde o final do século XV (1482) e que assumiu a colonização de todo o território.

A chegada ao território deu-se com o navegador Diogo Cão, comandante das caravelas portuguesas e que foi recebido cordialmente pelo  governador do reino do Congo, com quem estabeleceu sólidas relações comerciais. Mas o reino de Ngola manteve-se hostil e na sua liderança estava uma das mais poderosas figuras da história angolana - a Rainha Njinga .

Entre 1605 e 1641 ocorreram grandes campanhas militares entre o povo e os colonizadores. Os chefes Ngola resistiram e graças à liderança da rainha Njinga Mbandi (1581-1663) e da sua astúcia política, o poder foi mantido com o reino dos Ngola por mais algumas décadas.

Ainda assim, Portugal esteve presente na região de Luanda e mais tarde também em Benguela a partir do séculos XVI, ocupando posteriormente todo o território angolano desde o séc. XIX até 1975, ano da independência de Angola.

Deste legado ficou a língua portuguesa e o cristianismo e é manifesta até hoje em inúmeras obras arquitectónicas.

 

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