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Cabinda

Cabinda é uma das 18 províncias da República de Angola, sendo um enclave limitado ao norte pela República do Congo, a leste e ao sul pela República Democrática do Congo e a oeste pelo Oceano Atlântico.

A capital da província de Cabinda é a cidade de Cabinda, conhecida também com o nome de Tchiowa.

Tem uma superfície de 7 283 km² e cerca de 300 000 habitantes.

A população de Cabinda pertence na sua quase totalidade aos povos bantu, mais concretamente ao grupo Fiote, cuja língua, o Ibinda, é um dos dialectos do Kikongo.

Administrativamente, a província é constituída pelos municípios de Cabinda, Cacongo, Buco-Zau e Belize.

Clima

O clima é tropical húmido, com precipitações anuais em torno de 800 mm. A temperatura média anual varia entre os 25 e os 30º Celsius.

História

Exploradores, missionários e comerciantes portugueses chegaram à foz do rio Congo na metade do século XV, fazendo contacto com o Manicongo (nome pelo qual era chamado o mandatário do poderoso Reino do Kongo). O Manicongo controlava grande parte da região através da afiliação com reinos minoritários, tais como os do Ngoyo, Luango eKakongo, todos eles situados na actual Cabinda.

Com o passar dos anos, colonos portugueses, holandeses e ingleses estabeleceram postos de comércio, fábricas de extracção de madeira e de óleo de palma em Cabinda. O comércio continuou e a presença europeia cresceu, resultando em conflitos entre as potências coloniais rivais.

No quadro da "corrida europeia para África", Portugal concluiu em Fevereiro de 1885, com os chefes destes reinos, o Tratado de Simulambuco, tratado que daria a Cabinda status de protectorado da Coroa Portuguesa "sob permissão dos príncipes e governantes de Cabinda" reservando dessa forma os direitos de governação do território.

Por ocasião da Conferência de Berlim, realizada no mesmo ano, quando simultaneamente nasceram o Congo Belga (ex-Zaire e actual República Democrática do Congo) e o Congo Francês (ex-Congo Brazzaville e actual República do Congo), a atribuição de Cabinda a Portugal foi internacionalmente confirmada, adoptando-se a designação Congo português.

No entanto, como a Bélgica reivindicou uma saída para o Atlântico para o Congo Belga, agora constituído como tal, foi-lhe concedido um "corredor" constituído pelos territórios adjacentes ao rio Congo. Desta maneira foi cortada a ligação por terra, anteriormente existente, entre Cabinda e o restante Reino do Kongo.

Completada, até meados dos anos 1920, a ocupação efectiva do território que constitui a actual Angola, Portugal deu por findo o estatuto de protectorado separado, passando a considerar Cabinda como parte integrante (com o estatuto de distrito da então Colónia (mais tarde chamada Província Ultramarina) de Angola.

Economia

Até ao fim da era colonial, Cabinda produzia contingentes importantes de madeira e café, e mais reduzidos de cacau e óleo de palma.

Houve inclusive um início de turismo no litoral.

Em consequência dos conflitos verificados desde 1974, estas actividades económicas têm vindo a reduzir-se a muito pouco.

A agricultura voltou a ser, no essencial, de subsistência. Ultimamente anunciam-se veleidades de uma retoma no domínio da indústria madeireira.

Em contrapartida, a extracção de petróleo floresce. Em 2010 o crude extraído em Cabinda representava cerca de 70% do crude exportado por Angola.

Acessos

Por avião, para o aeroporto provincial que tem a 2ª maior pista do país, recebendo aviões de pequeno e grande porte; e por mar, pelo Porto Comercial de Cabinda.

Natureza

A Reserva Florestal de Kakongo (Maiombe) cobre uma área de 650 km2 e faz fronteira a norte com a República Democrática do Congo, a leste com o rio Luali, a oeste com o rio Inhuca e a sul com a junção do rio Inhuca e Luali.

A Floresta do Maiombe, chamada de 'mar vegetal', pela sua impenetrabilidade, é uma floresta tropical cerrada que deslumbra qualquer visitante com os seus magníficos tons verdes. Rica em madeiras preciosas, a sua fauna é composta por gorilas, chimpanzés, elefantes e uma variedade imensa de aves, alguns muito raros.

O Pântano de Lândana é um sítio adequado para a observação de pássaros e um santuário para pelicanos e flamingos.

A Foz do rio Chiloango, tal como o próprio rio ao longo do seu curso, é uma atracção turística pela sua beleza.

A Lagoa de Sassa-Zau, situada no Malembo, a 30km a norte da cidade de Cabinda, é um tesouro natural ainda virgem do ponto de vista turístico. Os banhos e a pesca desportiva são imperdíveis.

As Lagoas de Manenga e Tchúqisse, ambas na comuna de Massabi, são ricas em peixe e marisco, dada a sua ligação ao ocenao; têm água ligeiramente salgada dando origem a uma fauna piscatória híbrida.

Praias

Cabinda oferece excelentes praias para desportos marítimos e pesca desportiva, tal como a 10 de Maio, Lândana, Chinga, Fútila, Malembo, Mandarim, Cabassango e Capelo.

Locais a Visitar

Cemitério M´Buco-M´Buadi, conhecido pelo Cemitério dos Reis de Cabinda, alberga dezenas de esculturas que decoram os jazigos.

Marco Histórico do Tratado de Simulambuco. Assinado em 1885 entre os príncipes de Cabinda e os reis de Portugal, foi assinalado pelos nativos com a plantação de uma árvore que existe até hoje. Em 1956, foi erguido um padrão em betão.

Outros locais como as Ruínas da Velha Sé Episcopal do séc. XVI, a Igreja de Lândana do séc.XX construida ao lado da Missão católica da Vila de Lândana, o Palácio do Povo, o Museu de Cabinda, a Igreja de S.Tiago, a Igreja da Nossa Senhora Rainha do Mundo, a Igreja da imaculada Conceição, a Igreja Mboca e a Igreja de S.António, são locais que merecem a sua visita.

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